Mostrar mensagens com a etiqueta Folhas caídas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Folhas caídas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dia Mundial da Alimentação – 16 de outubro

No âmbito do Dia Mundial da Alimentação, a equipa do Projeto da Educação Para a Saúde aplicou um questionário relativo às refeições servidas na cantina da nossa escola.

Às questões propostas no questionário responderam o senhor Nuno – chefe do pessoal e seis funcionários da escola, entre os quais, se encontram funcionárias que atualmente exercem funções na cantina.

Das respostas dadas no questionário, constatou-se que antes do início das obras de requalificação da escola, o número médio de refeições servidas na cantina, semanalmente, rondava as 1.500 refeições, por outro lado, verificou-se uma redução no número médio de refeições servidas, semanalmente, nas primeiras semanas de aulas, deste ano letivo, na ordem das 400 refeições.

Relativamente ao grau de satisfação demonstrada, por parte dos alunos, no que diz respeito à qualidade das refeições servidas, quatro dos inquiridos responderam que os alunos não estão satisfeitos. As razões de insatisfação mais referidas foram: o excesso de sal na comida; comida de péssima qualidade, comida com gordura a mais; sopa sem qualidade; variedade de fruta escassa – só é servida maçã, laranja e pêra; a salada que consta da ementa semanal não é servida ou, quando existe é pouca; a ementa que está afixada para toda a semana não é cumprida; a quantidade de comida servida não é suficiente e, a maior parte das vezes, os alunos quase não “tocam” na refeição, tendo estas queixas sido corroboradas por três funcionárias.

Após a refeição, no momento da devolução dos tabuleiros, é constatado que a maioria dos alunos raramente comeu a refeição na totalidade; frequentemente a maioria dos alunos só não comeu a sopa; algumas vezes, a maioria dos alunos somente comeu a sopa, o pão e a sobremesa e outras vezes, há alunos que, apenas consomem o pão e a sobremesa.

Será esta a Educação Alimentar que queremos para os nossos jovens? Uma refeição cheia de sal, gorduras, sem verduras, com pouca variedade de frutas?

Pela análise das respostas obtidas, no inquérito, verifica-se que, de forma clara, os nossos jovens tem consciência que não estão a fazer refeições equilibradas.

Todos devemos promover hábitos alimentares saudáveis, para mantermos um bem-estar físico e psicológico e melhor qualidade de vida.

Afinal, a Escola é o lugar privilegiado de Educação ou de (Des)Educação?

A Esperança de que melhores dias virão, não deixa de nos acompanhar!


A equipa do PES

domingo, 28 de setembro de 2008

Transpost

Obviamente que ESTA TEM DE ESTAR NA BLOGOSFERA e teria também que estar no Viagens!
Com um agradecimento ao AZUL PROFUNDO http://www.somuchdeeperthan.blogspot.com/

Parece que se passou desta maneira:
O cliente: Tem o livro "Viagens na Minha Terra"?
A "livreira": Desculpe, mas eu não sei qual é a sua Terra...

sábado, 27 de setembro de 2008

a[contra]pelo

Da quantidade de downloads de imagens realizados do Viagens gostávamos que ficassem comentários, sugestões, indicações/informações. Bom mesmo seria receber materiais para publicação (textos, imagens, notícias) que podem ser enviados para jornalesag@gmail.com

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Demba Thiam, o senegalês apaixonado por Garrett

Na exposição com Avelino Rocha::



No Colégio do Sardão ::

O jornal Expresso de sábado, 15 de Agosto, deu-o a conhecer: Demba Thiam, o senegalês apaixonado por Garrett.
No passado fim de semana Demba visitou o Porto e Gaia e ainda a Praia da Memória.
Veio a convite de alguém que, como nós, não ficou indiferente e o convidou, providenciando ainda materiais que serão de extrema utilidade ao prosseguimento dos seus estudos.
Foi para a ESAG um privilégio poder associar-se a esta manifestação solidária para com uma pessoa que, como nós, também escolheu Almeida Garrett como patrono.

domingo, 7 de setembro de 2008

Frase batida



Sim a frase é batida. E sabemos como o excesso pode esvaziar o sentido! Mas, apesar de tudo, aqui a deixo porque, às vezes, precisamos de nos dizer evidências:

Ficas para sempre responsável por aquele que cativaste.

Antoine de Saint-Exupéry, O Principezinho

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O Tempo das Cerejas

Férias. É tempo de arrumar velhos papéis.
Nos jornais esquecidos há textos que persistem, apesar do tempo ser um fogo que tudo dissipa.
Aqui fica a crónica de José Manuel dos Santos, para saborear...

Cerejas
8:00 Expresso, Segunda-feira, 14 de Jul de 2008

"Na sombra, a casa emudece. Então, tudo se demora e a gravitação do silêncio convida-nos a pensar o olhar. Vejo os frutos onde a luz persiste e sei que eles são uma forma de verdade, aquela de que Tomás de Aquino falava: a adequação do pensamento à realidade das coisas. Olho-os e o meu pensamento fica contente e firma um acordo com o real. Um acordo sem margem, erro, dúvida ou negação.

Um título muito belo é A Maçã no Escuro, de Clarice Lispector, e o romance que o recebeu é um dos mais perturbantes da língua portuguesa. Num dos seus últimos poemas, "As Maçãs", escrito no hospital, Eugénio de Andrade diz obliquamente a sua morte próxima, falando do fim do Verão: "Também ele vai morrer, o Verão./ Do verde ao vermelho/ as maçãs ardem sobre a mesa./ Ardem de uma luz sua, mais madura./ E servem-me de espelho." Naquele "também" está o presságio, o agouro, o anúncio do seu próprio fim. No cerco mortal da doença que o vence, a maçã é o último espelho onde a vida se demora e o seu brilho escuro permanece. E Sophia de Mello Breyner diz: "A coisa mais antiga de que me lembro é dum quarto em frente do mar dentro do qual estava, poisada sobre a mesa, uma maçã enorme e vermelha. Do brilho do mar e do vermelho da maçã erguia-se uma felicidade irrecusável, nua e inteira."

Se a fruta do Outono e do Inverno é resistência e desafio, a da Primavera e do Verão é dádiva e volúpia. Eu olho as nêsperas, os pêssegos, as ameixas, os alperces, os morangos e fico contente, de um contentamento que me faz soletrá-los. Mas são as cerejas que me dizem que a perfeição é visível neste mundo. O seu reinado é curto e tudo nelas existe para ser verdade: forma, cor, tamanho, pele, brilho. Aquela esfera pequena, lisa e luminosa, criada para os dedos e os lábios, é de um vermelho, ora escuro, ora claro, que é sempre um começo. E o seu tempo mede algumas das grandes ilusões e desilusões humanas, fugidias como ele. "Le Temps des Cerises" é uma canção de amor escrita antes da Comuna de Paris, mas a ela para sempre ligada, permanecendo depois como um hino da esquerda francesa, cantada por Juliette Greco, Yves Montand e outros. Quando Mitterrand ganhou as eleições de 10 de Maio de 1981, sob a chuva da renovação que caía na Praça da Bastilha, a multidão tornou próxima essa canção distante. Era o tempo das cerejas que chegava. Quinze anos depois, no tributo prestado na morte do presidente socialista, foi Barbara Hendricks quem a cantou, com uma voz que atravessava a noite. O tempo das cerejas era já passado partido, fogo frio, tédio triste. Até que volte!

Todos os anos, por esta altura do Verão, um amigo meu, que tem cerejas e a generosidade que as dá, enche-me a casa delas. A sua presença dá-me uma alegria instantânea, a da felicidade fugitiva do real. Aparecidas no Verão, mas criadas no frio, o sabor das cerejas vai do doce ao ácido, e a sua aura asiática traz-me a memória de tantos "haiku" que as tiveram como motivo. E lembram-me a natureza-morta de Chardin, em que elas aparecem, minúsculas, nítidas e ardentes; ou o quadro de Cézanne, com cerejas e pêssegos, que anuncia o cubismo. Entre as duas naturezas-mortas passou mais de um século e o olhar foi rodando sobre si mesmo.

A beleza e a fugacidade dos frutos trazem-nos o conselho de Horácio: "carpe diem". Aproveita o tempo, colhendo o dia e a sua brevidade nas cerejas, que têm a cor do nosso sangue mais lento e nos tingem a boca do seu fulgor mais rápido. E, se as palavras são como as cerejas, eu digo as de Eliot sobre o real: "Porque eu sei que o tempo é sempre o tempo/ E que o lugar é sempre e somente o lugar/ E aquilo que é real é-o apenas por um tempo/ É-o apenas num lugar/ Eu alegro-me por as coisas serem o que são."

José Manuel dos Santos
Colunista regular do "Actual"


Jean Siméon Chardin (1699-1789)

Natureza Morta, 1759
Dimensões: 46 cm x 37 cm
Museu Oskar Reinhart, CH

domingo, 13 de julho de 2008

Ten Years After







Working on the Road

Quase 4X10 anos depois de Woodstock, sem Alvin Lee mas com um Joe Gooch (guitarra e voz) a trazer juventude a um blues rock bem esgalhado, Leo Lyons (baixo), Chick Churchill (teclas) e Ric Lee (bateria) encheram a noite de sexta-feira, no Cais de Gaia, com um cheiro nostálgico aos anos 70.
A etiqueta "Folhas caídas" não é ironia. É certo que muitas vezes a musica envelhece melhor que a imagem e a prová-lo está o facto de que o Vídeo ainda não matou a radio star.

Estes sons, ouvidos junto às caves de Porto, se não ficaram melhores com o tempo, pelo menos não se estragaram e, tal como a noite, trouxeram uma brisa fresca.

Ninguém lhes ofereceu uma melancia e eles também não nos deixaram com um "melão"!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sexta-feira 13, Junho 2008 (isto anda tudo ligado)



Manda o calendário e a memória que se assinalem hoje os 120 anos do nascimento de Fernando Pessoa na Lisboa que também viu nascer Santo António (15 de Agosto de 1195 - Pádua 13 de Junho de 1231. Um outro António, Vieira e padre, também nascido em Lx, em 6 de Fevereiro de 1608, há 400 anos atrás, refere-o no seu Sermão de Santo António aos Peixes.
Há 50 anos um grande actor (literalmente e em todos os sentidos), Vasco Santana, também partiu. Para parte (in)certa!
Em 1981, João Botelho realizou Conversa Acabada, filme sobre Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro (Lx, 19 de Maio de 1890 - Paris, 26 de Abril de 1916), onde Manoel de Oliveira (Porto, 12 de Dezembro de 1908, sim, o homem está cá há 100 anos!) tem uma fugaz aparição, representando o padre que ministra os últimos sacramentos a Pessoa.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Poesia Visual etc. & tal













Elegia al Che, Joan Brossa


Poesia Visual
Pode ser definida como um produto literário que se serve de recursos (tipo)gráficos e/ou visuais, de pendor caligramático, ideogramático, geométrico ou abstracto, cujo meio gráfico-visual não exclui outras possibilidades literárias (verbais, sonoras, etc.).


Poesia-Objecto
Na poesia-objecto, para lá dos componentes da poesia visual, o suporte deixa de ser apenas a página bidimensional. Agrega o objecto com as suas características e significados. Pode usar todo o tipo de materiais, da caixa de fósforos ao automóvel, do simples papel dobrado aos equipamentos digitais.
O poema acontece, assim, em diversos planos/ faces/ estratos e a poder contar com o manuseamento como elemento activo da leitura, possibilitando uma obra aberta, polisémica.

Há um Mundo à espera de ser descoberto à distância de uma googladela.
Boas viagens!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Cerejas como palavras


Cerejas em Maio
maturam palavras
em tua boca

Palavra puxa palavra

Comentário para aqui fugido:

difícil é, em muitas ocasiões, esquecer o gosto de uma lágrima, o brilho particular de um olhar, o som dos pássaros ao rasgar da manhã. recordar é importante. esquecer será, por vezes, sobreviver.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Robert Rauschenberg

O pintor americano Robert Rauschenberg morreu, aos 82 anos, na Florida, na noite de segunda-feira 15 de Maio, em Captiva Island, onde residia.
Passou por Serralves, na inauguração da sua exposição Em Viagem.

A pintura diz respeito tanto à arte como à vida. Nenhuma delas pode ser construída. (Tento agir no intervalo entre as duas).


National Spinning / Red / Spring
Cartão, 1971
254 X 250,2 X 21,6 cm




quinta-feira, 8 de maio de 2008

Is There Anybody Out There?

Neste silêncio, que ninguém quebra, uma voz ecoa dentro da minha cabeça:

Is there anybody out there?

Is there anybody out there?


Is there anybody out there?



(Pink Floyd, The Wall)