Mostrar mensagens com a etiqueta Visitas de estudo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Visitas de estudo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de outubro de 2012

“DIREITOS HUMANOS EM GAIA”


No dia 26 de setembro de 2012 fomos à Biblioteca Municipal ver uma Exposição de Cartoons sobre Direitos Humanos (José Mário).
A Exposição tinha como objetivo alertar para a defesa dos Direitos Humanos, de uma maneira irónica e de caricatura (Inês Pereira), de uma forma criativa (Ana Rita Severa), pois os cartoons são desenhos humorísticos extremamente críticos (Joana Santos), uma crítica social (João Peixoto) que nos ajuda a perceber um pouco mais o que está à nossa volta e nós não vemos (Filipa Oliveira).
Os Direitos Humanos não estão a ser respeitados (Hugo Castro) como podemos notar pelas denúncias e temas abordados (Professora Isabel Matos): dinheiro, racismo (Ana Lucinda), abuso do poder, direitos das mulheres, corrupção (Carole Campos), tortura, falsa justiça, miséria (Sofia Lopes), desigualdade na repartição da riqueza (Sara Silva), direito à liberdade (Gustavo), pena de morte e liberdade de expressão (Eunice), diferentes condições de vida (Rita Menezes),  expressos nos trabalhos de, entre outros, Eder Santos – Brasil (Ana Rita Fernandes), Leszek Hermanowicz – Austrália (Daniela Bernal), Marina Gordova (Sara Raquel Ferreira), David Vela – Espanha (Filipa Tavares).
Pudemos ver, de forma original, os Direitos Humanos (Mariana Costa) e a Exposição chamou-nos a atenção, de forma humorística (Filipa Ventura) para um tema pelo qual devemos ter muito respeito (Laura Chora).
A “instalação”, no centro da sala de exposições, é uma interpretação do símbolo da Amnistia Internacional – o arame farpado estava desenrolado, mas a vela “acesa” lá permanecia, mostrando o longo caminho a percorrer numa efetiva defesa dos Direitos Humanos.
Texto baseado na reflexão pessoal, realizada pelos alunos na disciplina de Filosofia – 10º J


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Viagem

Estação de S. Bento

Igreja de S. Francisco

Nem tudo é um sonho. O passado é real e por vezes bastante actual. Assim, este oferece não só conselhos para um futuro melhor mas também uma imagem pitoresca e de fácil acesso da nossa pátria, a Língua Portuguesa. Satírica, à primeira vista, a nossa história é um verdadeiro conto moralista com conflitos, romances, mitos e lendas.
Neste dia de S. Martinho, solarengo como de costume, reinava, ainda, nas mentes adormecidas o frio da noite, quando o ‘metro’ parou na estação. Alunos e Professores embarcaram, à excepção de uns poucos Alunos. Eu era um deles. A nossa Professora tinha ficado connosco, preocupada com a dessincronização do grupo, mas rapidamente chegou mais um ‘metro’. Em típico estado de quarta-feira, os passageiros revelavam-se aborrecidos, questionando-se se iriam beber café ou meia-de-leite no trabalho; mas eu não; o dia de hoje não ia cair no vulgar. Ia ser um dia diferente, pois ia visitar a minha cidade berço, a cidade do Porto. À saída da estação, já do outro lado da ponte, um misto de sentidos invadiu-me: o cheiro nostálgico; o visual rústico embutido das suas personalidades típicas; o barulho de uma população que fervilha de vida e actividade; o vento que me despenteava, convidando-me a enlouquecer nesta invicta cidade. À minha frente, a Estação, que correspondia à sua localização, S. Bento. Aí descobri que tinha sido construída após a demolição do mosteiro da Ave-Maria, isto em finais do século XIX. Mas, já no século XX, o espaço vazio tinha sido preenchido, não por um edifício qualquer, mas de um que se eleva a excepção, pois construído à imagem da arquitectura Neoclássica, marca um passo na evolução do crescimento da minha cidade. No seu interior, belos azulejos complementavam o seu espírito com relevos e pinturas alusivas a momentos históricos de Portugal.
Esta visita não era pura coincidência, o estilo Barroco é caracterizado pela “aversão” ao Barroco, que por sua vez é característico da época do Padre António Vieira e das Igrejas que se visitaram de seguida. Deslocámo-nos a pé, absorvendo todos os detalhes que de outra forma se perderiam, se a visita fosse num outro meio de transporte, e chegámos à Igreja da Misericórdia. Estava em obras, mas notou-se o estilo Barroco (com elementos do rococó) da fachada. Infelizmente, a sua história não é muito brilhante, visto que foi destruída no século XVII por um relâmpago, e quase se transformou em ruínas; hoje, reconstruída, perdeu, contudo, o seu tamanho original.
Atravessando a Praça do Infante, chegou-se à Igreja de S. Francisco, onde se viu um excelente exemplo do Barroco português. As paredes interiores estavam recheadas de decorações e as suas sombras contrastavam com o reluzir da talha dourada (que totalizava 600kg em folha de ouro), característica do Barroco, que também contrasta com o seu exterior gótico. Remetendo-nos para o século XVIII, o seu interior é um dos melhores exemplos do seu estilo a nível mundial. Também se visitou a Casa de Despacho, onde havia um museu com peças valiosíssimas. Era apenas uma pequena sala, porque grande parte do seu tesouro foi roubado durante as Invasões Francesas.
O ‘passeio’ prosseguiu. Uma passagem pelo funicular seguia-se, e esta, apesar de breve, foi suficiente para deixar umas belíssimas imagens da Ribeira do Porto na memória. Seguia-se a Igreja de Santa Clara, onde o empobrecimento da ‘Igreja’ era mais evidente. Mármore falso e um salão de tamanho reduzido ambicionavam seduzir de novo os crentes que haviam sido atraídos pelo protestantismo. O facto de a Igreja ter perdido algum do seu poder nesta época torna-a mais radical e desesperada, criando, por exemplo, a Inquisição e o Índex, para controlar os sentimentos humanos. Foi nessa altura que surgem personalidades como António Vieira, da Igreja mas lutam pela liberdade de expressão e pela erradicação da desigualdade; lutam pela humanidade.
Esta Visita de Estudo provou ser uma visita não só espacial mas também temporal, exibindo uma nítida imagem do pensamento humano no período Barroco. É claro que a forma de pensar não se alterou desde então, e é destes momentos históricos que se podem tirar verdadeiras conclusões morais.

Gabriel António nº8 11ºE

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Projecto Beatriz

Entra-se na sala. A peça rectangular no centro do palco chama imediatamente a atenção. É-se surpreendido pela nudez da sala. Não há cortinas, cabine de som ou bastidores. Há um palco e uma plateia, o essencial para uma encenação. Não terá muito mais de 200 lugares, a plateia, mas a massa humana que para lá se desloca garante que serão todos preenchidos. Mal nos sentamos, começamos a aperceber-nos da magnitude da peça. Sala cheia, faixa etária dos 14 aos 99 anos. As luzes vão, gradualmente, diminuindo de intensidade. A peça vai começar.
A primeira cena: um homem deitado na cama, primeira de muitas utilizações da peça rectangular com que nos deparamos, uma mulher que dele se aproxima. Há um crescendo de intimidade entre os dois, pontuado por sucessivas frustrações e desentendimentos destes, culminando na separação, marcada pelo “desmontar” da peça que inicialmente parecia sólida. Desenvolvem-se dois monólogos em simultâneo, que nos elucidam acerca do tema da peça: as diferenças e semelhanças entre a mulher e o homem.
A peça desenvolve-se a partir daí, composta por fragmentos, cenas soltas, que ilustram diferentes situações de diferença e semelhança entre os dois géneros (pois, segundo Freud, as diferenças entre os sexos são meramente físicas. O género, esse sim, marca as diferenças sociais e psicológicas, e é definido pelo papel de cada um dos sexos na sociedade), ligando temas como o racismo, a homossexualidade, a liberdade de expressão, a escolha de carreiras profissionais e os problemas matrimoniais, entre outros temas de actualidade inquestionável.
Toda a encenação, desde a lumino e sonoplastia até à cenografia e aos adereços, é de uma qualidade inimaginável para um grupo de alunos (apenas os actores eram profissionais), ainda que de uma escola de artes performativas, e a qualidade de tudo isto chega a ultrapassar os padrões profissionais. A representação é excelente, apesar de se notarem as falhas, naturais, decorrentes do facto de se tratar de uma peça inédita, escrita por uma aluna, e de se tratar de uma estreia. Há, de facto, arestas a limar, mas a prática decorrente das sucessivas repetições da encenação tratará de o fazer.
Em suma, Projecto Beatriz, um nome a reter, e uma peça que recomendamos a qualquer pessoa.

Pedro Barbieri, Joana Ribeir e André Oliveira - 12ºC
Joana Gomes - 12ºB

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Participaçao no V dia aberto realizado pela faculdade de medicina

No passado dia 21 de Janeiro, realizou-se o V dia aberto da faculdade de medicina, durante o qual vários alunos da nossa Escola tiveram o privilégio de fazer uma visita guiada pelo Hospital de São João.

O objectivo deste evento é dar a conhecer o curso de medicina a estudantes do ensino secundário e promover a exploração vocacional através da realização de actividades práticas e interactivas bem como o contacto com alunos da própria instituição.

Durante a manhã foi-nos apresentado o vice-director da FMUP e duas Professoras Doutoras da casa, que nos deram a conhecer a história do edifício, projectos de remodelação do mesmo, o plano curricular e ainda partilharam connosco o testemunho os seus percursos académicos notáveis e os respectivos marcos mais significativos.

Assistimos à actuação da tuna feminina e em seguida visitámos uma exposição pedagógica, em que estiveram vários serviços representados com actividades, como, por exemplo, o serviço de cirurgia vascular, microbiologia, pneumologia, entre outros.

Após o almoço volante na faculdade, desenrolou-se, quanto a mim, a melhor parte do dia: a visita guiada pelo hospital. Divididos por grupos, o nosso percurso passou pelo Centro de Simulação Médica, pelo Museu do Instituto de Anatomia, pela Associação de Estudantes e pelos serviços de Urgências de Pediatria, de Fisiatria e de Psiquiatria.

Na minha opinião, a organização de dias como este é extremamente importante para a tomada de consciência da realidade universitária, para o esclarecimento de dúvidas relativas ao plano curricular, e mais ainda para a escolha do curso a seguir.

Foi um dia muito bem passado, onde tiveram lugar brincadeiras e peripécias engraçadas, como o facto de os próprios alunos da faculdade que nos acompanhavam na visita se terem perdido por diversas vezes nos corredores do hospital.

Por último fica um conselho: no próximo dia aberto da FMUP é útil levar na mochila um mapa do hospital!

Sofia Cunha, Nº22 11º C