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segunda-feira, 23 de abril de 2012

IPATIMUP


           Atividade: “Código da vida: o Criminoso”

            8 horas.
            A nossa viagem estava apenas a começar …
            LOCAL DE PARTIDA: estação de metro João de Deus. Depois de uma curta espera, partimos finalmente em grupo e, apesar do frio que se fazia sentir, estávamos ansiosos e entusiasmados com o que o dia nos tinha reservado.
            DESTINO: IPATIMUP (Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto), um prestigiado centro de investigação, que muito tem contribuído para o desenvolvimento de áreas como a medicina legal e a ciência forense. Com inúmeros trabalhos citados em artigos publicados em revistas científicas, o IPATIMUP apoia a iniciativa científica, prestando simultaneamente diversos serviços à comunidade. Nesse dia, tivemos a oportunidade de o confirmar pessoalmente, participando numa das várias atividades desenvolvidas pelo Laboratório Aberto: um projeto que tem como principal objetivo o ensino experimental das ciências, como complemento à teoria aprendida nas escolas. Citando um dos investigadores e responsáveis pela coordenação deste projeto: “Só é possível fazer ciência se esta estiver ao alcance daqueles que a querem fazer. Se os mais jovens tiverem a possibilidade de poder mexer, irão certamente, percorrer caminhos bem mais direcionados.” Durante todo o percurso, fomos partilhando as nossas expectativas acerca da atividade que nos ia ser apresentada e sobre a qual nos tinha sido dito apenas que teria uma componente experimental.
            Quando chegámos, fomos recebidos numa sala de reuniões, onde foi feita uma introdução teórica e em que foram discutidas algumas das técnicas utilizadas em Biotecnologia, as quais seriam postas em prática durante a atividade experimental. Muitos destes conceitos, como DNA complementar, DNA recombinante, entre outros, tinham sido abordados nas aulas de Biologia, pelo que tivemos a oportunidade de rever e consolidar muitos deles. Finalmente, depois de divididos em dois grupos, fomos conduzidos a uma sala para dar início à atividade experimental, que nos tinha sido apresentada.
            ATIVIDADE: “Código da Vida: o Criminoso”.
            OBJETIVO: análise e comparação do DNA de cinco suspeitos com o DNA recolhido numa cena de crime. Depois de recebermos as amostras de DNA, cortamos todas essas amostras com a mesma enzima de restrição e comparámos os fragmentos obtidos com os do DNA do criminoso através da realização de uma eletroforese, na tentativa de encontrar uma correspondência que permitisse identificar o principal suspeito. Ao fim de cerca de uma hora completamente empenhados em descobrir qual de nós era o verdadeiro culpado, demos por concluída a investigação.
            Na parte final da visita, fomos relembrados da importância da ciência forense e de todos aqueles que trabalham nas mais variadas áreas que esta abrange, como Medicina Legal, Antropologia e Toxicologia forenses, entre tantas outras, bem como das numerosas técnicas que estes utilizam para desvendar os mais diversos crimes.
            Na viagem de regresso, todos se mostravam satisfeitos e concordavam que o objetivo principal da visita (aplicação prática dos conceitos estudados em Biologia) tinha sido cumprido.
            Apesar de esta iniciativa estar direcionada a um público mais jovem, enquadra-se num conjunto de atividades realizadas no âmbito do projeto Laboratório Aberto, da responsabilidade do IPATIMUP, que visa tornar a ciência acessível a um maior número de pessoas.
            13 horas.
            Fim da viagem.

MÁRCIA ISABEL FAITÃO VASCONCELOS Nº17 12ºB

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Acta número um

Área Disciplinar de Línguas Românicas (Românticas?) em ‘viagem’ …
Acta número um

No primeiro dia do mês de Julho de dois mil e dez, pelas oito e trinta horas de uma bela e “leda madrugada”, reuniu extraordinariamente o grupo que constitui a” Área Disciplinar de Línguas Românticas”.
A reunião iniciou-se com a entrada na carrinha que iria conduzir os ilustres viajantes até à cidade da Figueira da Foz. A viagem decorreu com toda a normalidade, isto porque só um elemento masculino nos acompanhava e, assim foi possível falar ininterruptamente até ao local de chegada, o que aconteceu por volta das dez e trinta da manhã. Iniciou-se de imediato a visita ao Núcleo Museológico do Sal, onde fomos optimamente recebidos pela sua Directora. Já no exterior, preparados para percorrer a rota da Salina Municipal do Corredor da Cobra, fomos surpreendidos pela chegada de alguém que parecia mesmo a nossa colega Mónica Morgado, só que de sexo diferente. Mostrou-se disponível para nos acompanhar e assim fez. É importante lembrar que a Mónica foi a anfitriã da nossa visita/reunião – e que superou todas as nossas expectativas!... Enquanto percorríamos as salinas e observávamos um marnoto nas suas lides da apanha do sal, variadíssimas coisas aconteciam: uns aproveitavam para bronzear a pele, nomeadamente a nossa presidente do Conselho Geral; outros eram terrivelmente picados pelos mosquitos que não gostaram da invasão de tais forasteiros; outros faziam a sua melhor pose para a fotografia, enquanto outros aproveitavam a ocasião para fazerem um certo aprovisionamento de “salicórnea” para tempero dos tomates da refeição familiar.
E assim chegou o terceiro ponto da ordem de trabalhos: retemperar os estômagos na “Casa Marquinhas”, Rainha das Enguias, situada em Lavos, terra natal da nossa anfitriã. Os verdadeiramente apreciadores da tradição deliciaram-se com enguias fritas e caldeirada das mesmas. Os mais saudosos de alguém que nos abandonou a devido tempo, homenagearam a sua memória, saboreando um bom cherne grelhado. Tudo isto, regado a preceito, com óptimo néctar da região. À sobremesa, a nossa anfitriã, presenteou-nos com uma óptima surpresa: um bolo ricamente decorado com as cores do nosso clube – a ESAG. Comemos bem, bebemos melhor, falámos muito mais que os alunos, brindámos, tirámos mais fotografias e, no fim, demos os parabéns à dona da casa, Srª D. Madalena Leandro.
No quarto ponto da ordem de trabalhos, fomos conhecer Lavos. Visitámos a Capela onde a nossa Mónica deu o nó já lá vão três felizes anos e apreciámos o tecto ricamente ornamentado do monumento. Depois, alguns de nós, não podendo prescindir da tecnologia, fomos visitar um Caixa Automático, que, talvez por ninguém lhe ter oferecido enguias, ou mesmo cherne, resolveu vingar-se, engolindo o cartão Multibanco de alguém que tão simpaticamente lho depositara nas entranhas… Nada que estragasse tão ditoso passeio!... Cartões há muitos…
O quinto ponto constou de um passeio a pé pela Avenida principal da Figueira, sobranceira ao mar. Foi o momento propício para cada um poder ir procurar na gaveta das recordações, momentos inesquecíveis de férias passadas nas belas praias desta maravilhosa terra. Havia até alguém que, vá lá saber-se porquê, queria, por força, ir ao Mercado Municipal…
No último ponto da ordem de trabalhos, regressámos no mesmo meio de transporte, mas agora mais enriquecidos. Aprendemos muitas coisas e fortalecemos a amizade que nos une. Deus queira que para o ano haja mais. Entretanto, aguardamos pela prometida “Flor de Sal”…
E, nada mais havendo a tratar, lavrou-se a presente acta que, depois de lida e aprovada, vai ser registada no Livro das Memórias e vai ser assinada pela Presidente e por mim que a secretariei.

A Presidente: Dra. Eugénia Morais
A Secretária: Dra. Leonor Beira

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Comenius Project

The days between 29th April and 6th May were definitely very funny and interesting to the students from Almeida Garrett School that participated in the Comenius Project developed by our school in association with a Lithuanian school. During this week, fourteen Portuguese students travelled to Lithuania and stayed with host families. Meeting this new culture and bonding with people from other countries was an awesome experience which made us aware of a new and different lifestyle. We were also able to get to know some important places in Lithuania such as Kaunas Hydroelectric Power Plant. In short, everyone loved the trip and found it a very good way of learning!

9th A

Enviado por Prof. Lurdes Vergueiro

Hello!

Hello!
We are Rita, Hugo, Gonzalo and Diogo. We are from 9th E and we went to Lithuania for the 2nd Exchange of the Comenius Project “Our planet Under Pressure”.
There we participated in several activities. We arrived in Vilnius and went to Garliava by bus. We stayed with our host families. We visited Klaipeda’s Zoo marine, we went to Nida, a resort town near the Baltic Sea, we visited Kaunas Hydroelectric Power Plant, a Fortress, and a Museum.
We had wonderful parties and of course we couldn’t miss sauna, a popular activity in Lithuania. We didn’t forget work: we took a presentation with us and it was hard work to improve our English.
It was an amazing week!

Enviado por Prof. Lurdes Vergueiro

segunda-feira, 31 de maio de 2010

2º Intercâmbio do Projecto Comenius - Lituânia

Realizou-se entre os dias 29 de Abril e 6 de Maio o 2º Intercâmbio do Projecto Comenius “Our Planet Under Pressure”, na cidade de Garliava, Lituânia.
Participaram, neste Intercâmbio, catorze alunos: doze alunos do 9º ano e dois do 7º ano e cinco professoras.
Foi uma semana preenchida com actividades várias, relacionadas com o meio ambiente e uma experiência muito enriquecedora quer para os alunos quer para as professoras participantes.


Informação fornecida pela Prof. Lurdes Vergueiro

domingo, 24 de janeiro de 2010

Visita à Lituânia

As professoras de Inglês, Fátima Santos Silva, Lurdes Vergueiro e Zélia Martins, deslocaram-se, no final de Outubro, à cidade de Garliava, Lituânia, a fim de participarem na Conferência Preliminar, no âmbito do Projecto Comenius 1 “Our Planet under Pressure”. O Grupo contou com a companhia do Director da escola, Dr. Jorge Ferreira, que se revelou como “peixe-na-água” nestas andanças. A visita iniciou-se na “Garliava Secondary School, com a recepção formal aos Professores Portugueses, seguindo-se a reunião de planificação do primeiro ano do projecto e depois, a participação numa festa da escola, a primeira actividade do Projecto. Cumpriu-se, nos dois dias seguintes, um programa bastante interessante, que incluiu visitas às duas maiores cidades da Lituânia: Kaunas e Vilnius, a capital. A Dr.ª Zélia e o Sr. Director experimentaram, também, a tradicional sauna (depois de um bom repasto), devidamente equipados e com as toucas típicas. Ficou, apenas a faltar o também tradicional mergulho num lago gelado, muito por culpa das professoras mais caretas, que, temeram regressar sem Director. Foi uma viagem muito positiva e muito rica na partilha de vivências na escola, usos e costumes. Uma experiência a repetir!

Prof. Lurdes Vergueiro

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

“Andando, escrevendo, sonho e ando, sonho e falo, sonho e escrevo.”

Como Garrett, andando, partimos para uma nova aventura, talvez a mesma… Somos a equipa que procura dar continuidade ao Vi@gens: Albino Dias, António Pinto, Maria Ângela Sobral, Maria Teresa Coelho e Mauridina Figueiredo. Apelando ao “sonho”, abrimos a página à criatividade de todos, escrevendo e dando ao nosso Jornal a projecção que a Escola, enquanto instituição, já conquistou. Ao José Maria Costa, que nos acompanhou desde sempre e, enquanto jornalista, nos ensinou a arte, e ao António Silva, a quem devemos a dinamização e coordenação do Vi@gens na sua versão electrónica, os nossos agradecimentos. Mas continuamos a contar com a sua colaboração.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

até já


Chega ao fim a minha participação no VIAGENS. Melhor dito: deixando de exercer funções na ESAG, deixo igualmente a administração do blogue.

A continuidade deste projecto será assegurada pela equipa do jornal escolar e, seguramente, por quem, como eu agora, está fora, mas continua a manter uma ligação à ESAG. Continuarei, portanto, a visitar o VIAGENS e a poder participar.

Renovo, assim, o convite para semear futuro que aqui deixei em 12 de Junho.
Esta é uma forma de dar continuidade a um projecto dirigido à comunidade escolar mas também ao mundo (afinal estamos na rede!). É fácil, acessível, imediato, interactivo...

Este endereço de e-mail - jornalesag@gmail.com - pode ser utilizado para comunicar e para enviar material para publicação (fotos, textos, desenhos, notícias), dar sugestões, fazer críticas, etc.

Porque, ao longo deste período, nunca foi publicado um texto de Almeida Garrett, aqui deixo um, entre muitos e muitos possíveis, sabendo que o blogue vai continuar a voar...

para os que, por qualquer motivo, me quiserem contactar aqui deixo o meu e-mail: afsilva@ese.ipp.pt

um Abraço
António



As Minhas Asas (1884?)

Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

— Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
— Veio a ambição, co'as grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.

Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.

Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
— Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas...
Vi entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!

— Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.

E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena me caíram...
Nunca mais voei ao céu.


terça-feira, 26 de agosto de 2008

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Rio Douro




A expedição Ruta Ibérica está a decorrer desde 5 de Julho e até ao próximo dia 27 .
Participam 150 jovens estudantes [90 espanhóis e 60 portugueses] nascidos entre 1991 e 1992
Nela participam 6 alunos da Escola Secundária Almeida Garrett .
A Escola recebeu a expedição, de quinta-feira até domingo, dia 13, fornecendo apoio logístico - alojamento e refeições.
Para informações mais detalhadas ver http://www.rutaibericacajaduero.com/
Dos participantes gostariamos de receber contribuições com relatos e/ou imagens da sua experiência, que podem ser enviadas para o e-mail: jornalesag@gmail.com

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vamos tomar um café





A peça “O Café”, a que tivemos o prazer de assistir no Teatro Nacional de São João, na agradável noite de 22 de Fevereiro, é uma peça cheia de movimento, energia, divertimento, e, claro, muito riso.
A famosa peça, de Carlo Goldoni, tem imensos cenários, mas o cenário principal, que todas as personagens frequentam, é o pequeno cubículo do Café do Ridolfo, um homem muito honesto e verdadeiro.
Na peça, nenhuma das personagens se destaca, já que todas elas são essenciais para a compreensão da história, que se passa toda na bonita e molhada Veneza: os defeitos humanos, o jogo, as traições, as infidelidades.
Os cenários, que vão aparecendo e desaparecendo ao longo da história, são a casa de jogo, a hospedaria, a casa da bailarina e a barbearia.
A casa de jogo é dirigida por Pandolfo, um gatuno que não se importa de ganhar a vida a roubar as pessoas. Um dos seus clientes é o senhor Eugénio, um homem que está sempre a perder dinheiro ao jogo, ainda por cima dinheiro que lhe foi emprestado, dando ele por garantia a sua palavra. O rico e convencido Conde Leandro pensa que é o melhor. Ganha sempre no jogo e vai casar-se com a disputada bailarina. No entanto, ele é casado e anda a fugir da mulher, que o vai procurar a Veneza. Em torno destas complicações todas, paira sempre o senhor Dom Márcio, um homem muito dado aos mexericos e que teima sempre em ter razão.
De repente, a magia do teatro! Eu já não estava na Praça da Batalha, em Portugal… De um camarote do lado direito vinha uma música encantatória; o palco, que começara a encher-se de água, transbordava. A ilusão de estar em Veneza, na Itália, era perfeita. Não me faltou vontade de saltar para a cena e ir tomar café no cubículo do senhor Ridolfo…
Os aplausos e sorrisos não cessavam… Eu tinha regressado à plateia do Teatro Nacional de S. João…

Ana Filipa Marta Gonçalves [10º E , ­ nº 3]

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ida ao mágico universo do teatro!




O Café de Carlo Goldoni

Ao início, estávamos muito receosos e apreensivos, cheios de perguntas para as quais as respostas iam surgir dentro de momentos… Como seria o espectáculo? Que público iríamos encontrar? Qual o tipo de peça? Iríamos entendê-la? Enfim, questões e incertezas explicadas pelo facto de, para muitos, ser a primeira vez que iam entrar num teatro profissional e ter a oportunidade de ver de perto, à distância de um palco, actores conhecidos e, o mais fascinante, os autores das vozes de desenhos animados que marcaram a nossa infância!
Estávamos à espera de um público muito formal, para o qual o simples acto de rir teria de ser controlado, senão sentir-nos-íamos inferiores… mas felizmente estávamos enganados!
O mundo do teatro desde logo nos fascinou por completo: o edifício imponente, uma decoração rica e antiga… Lindo, o Teatro Nacional de S. João, no Porto!
O teatro para os jovens é maçudo e frustrante, mas a nós encheu-nos de boa disposição, curiosidade e admiração.
É quase impossível descrever o que se sente ao estar num teatro. É fascinante! …
Ao entrar, encontrámos funcionários vestidos formalmente que recebiam os bilhetes da entrada. Esperava-nos depois a sala de espectáculo: à porta, fomos acompanhados simpaticamente para os nossos lugares por um jovem funcionário do teatro, também ele com roupas formais… Bem, sentíamo-nos verdadeiros elementos da corte…
Quando tudo isto passou, reparei no aspecto da sala: nunca imaginei que fosse tão bela. Era a mais bonita que alguma vez vira: toda trabalhada, o vermelho, o dourado. As bancadas transportavam-nos mesmo para o tempo da monarquia…
Começaram, finalmente, as pancadas iniciais que indicavam que dentro de breves instantes a peça teria início, e a sala mergulhou num profundo silêncio. Nesse momento, o espírito de todos encheu-se de curiosidade, emoção, agitação… a sinestesia era total.
Os actores surgiram por entre o público e isso criou desde logo uma interacção formidável… De imediato, fomos como que “teletransportados” para outro universo… outra época… outro tempo… Veneza… Itália…
O cenário era maravilhoso! O palco rapidamente ficou completamente inundado. Ou não estivéssemos nós em Veneza! … As personagens, cada uma com a sua história e lição de vida, eram muito engraçadas. Mas, sem dúvida, a mais cómica de todas era o D. Márcio (alcoviteiro da cidade), cuja sua frase mais célebre era: «fluxo e refluxo pela porta das traseiras». Com este, o público riu com um gargalhar intenso…
Os risos das pessoas … os cenários… a música ao vivo… as personagens… a água… a sala… tudo era mágico! Foram duas horas muito bem passadas e que contribuíram para aumentar a cultura de cada um…
No final, todos saímos com um enorme sorriso no rosto, com a emoção ainda a transbordar nos olhos, e fundamentalmente com o desejo aumentado de voltar e apreciar teatro português…

Adriana Costa [Nº 1, 10º E]

sábado, 3 de maio de 2008